segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Matéria Especial - Violência contra a mulher, cultura do estupro e auto-organização feminina


Violência contra a mulher, cultura do estupro e auto-organização feminina


Por Danielle Faria e Danieli Santos, do Coletivo Elas da Corrente, 
de Rio das Pedras - Jacarepaguá

No ano de 2015, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública, divulgados no Dossiê Mulher*, no município do Rio de Janeiro foram feitos 57232 registros de violência contra a mulher. Destes, 27436 ocorreram na zona oeste da capital. Do total de registros, 9007 foram por ameaças, 8972 por lesão corporal dolosa, 732 por estupro, 67 por tentativa de estupro, 50 por homicídios. Dos casos, 62% ocorreu na própria residência e em 46% o agressor era o companheiro ou ex-companheiro.

Os dados refletem as profundas desigualdades de gênero naturalizadas nas relações sociais e escancaradas no machismo, na misoginia e na cultura do estupro, as bases de um projeto de sociedade patriarcal.

A violência contra a mulher se estabelece e se perpetua como cultura, presente na culpabilização das próprias vítimas pela agressão sofrida, na objetificação do nosso corpo, na padronização de nossos desejos e afetos, na restrição do exercício de nossa liberdade, nos salários quase sempre inferiores aos dos homens. Se constitui não apenas como um problema de segurança pública, mas como uma questão de saúde pública e de direitos.

Diante desse cenário, as formas de resistência são inúmeras. Seja em movimentos de base territorial ou em espaços de articulação mais amplos, as mulheres seguem se auto-organizando, criando formas de fazer frente ao patriarcado e buscando novas formas de (re)existir.

No território da Zona Oeste do Rio, diferentes iniciativas se estabelecem como espaços de luta e reflexões, sendo expressiva a atuação de mulheres na agroecologia, na agricultura urbana, economia solidária, educação popular, movimentos por moradias e diversas manifestações artístico-culturais.

Pode-se destacar, dentre estas, o Comitê Popular de Mulheres da Zona Oeste, frente auto-organizada que busca superar desigualdades locais e de gênero. O Coletivo Mulheres de Pedra atua na localidade de Pedra de Guaratiba, autogestionado por uma rede aberta de mulheres promovendo a economia solidária. Como proposta de Educação Popular, o IPHEP se constitui como curso pré-vestibular comunitário que tem nas temáticas de gênero e desigualdade racial suas bases. Na favela de Rio das Pedras, o Grupo Mulheres de Atitude e Coletivo Elas da Corrente buscam promover a emancipação e o protagonismo feminino na comunidade. 




Cinema e equidade de gênero
O coletivo Elas da Corrente foi criado em setembro de 2014, a partir da articulação entre mulheres e grupos informais que vinham atuando em Rio das Pedras. A parceria resultou em diversas atividades de cunho político-culturais, envolvendo a prevenção de violência de gênero e promoção de saúde da mulher.


Em 2016, o grupo iniciou o Projeto Curta Rio das Pedras, com o apoio do Instituto Rio e parceria com a escola estadual do território, objetivando promover formação em audiovisual para adolescentes e jovens da comunidade. Com oficinas teóricas e práticas, a linguagem cinematográfica foi utilizada como ferramenta para discutir gênero e violência contra a mulher entre os participantes.



A iniciativa propiciou a aproximação com outros coletivos artísticos-culturais do território, como o Cine & Rock e a Roda Cultural de Rio das Pedras resultando na realização de saraus e rodas de conversa, articulando música, poesia e exposições fotográficas. A partir destes encontros, os jovens participantes do projeto foram convidados a produzir um clipe musical para grupo de Rap local.



Outro fruto do Curta Rio das Pedras é a realização do curta-metragem de ficção “Rio das Marias”, que mostra o olhar de uma jovem recém-chegada à comunidade para as diferentes situações de exclusão social e de violência contra a mulher com que se depara. Ainda em fase de produção, o filme será finalizado e exibido em dezembro em festival realizado na comunidade, reunindo parceiros locais e da Universidade Comunitária da Zona Oeste.

Leia também:
Um terço dos brasileiros culpa mulheres por estupros sofridos - Fernanda Mena - 21/09/2016:  http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/09/1815301-um-terco-dos-brasileiros-culpa-mulheres-por-estupros-sofridos.shtml




quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Raízes de Gericinó recebe o projeto Fala Sério, Zona Oeste



O projeto Fala Sério, Zona Oeste que é desenvolvido pela Associação Semente da Vida - ASVI CDD promoveu no dia 22 de Setembro, uma roda de conversa na instituição Raízes de Gericinó, em Bangu.
O tema abordado pela Educadora Magnólia Regis, Gênero para Jovens e Adultos contou até com a participação de representantes do Posto de Saúde.
A Web Rádio CDD cobriu o evento, e logo depois da roda entrevistou membros da instituição e moradores que participaram.



Projeto Fala Sério, Zona Oeste realiza Roda de Conversa na Casa de Santana

No dia 21 de Setembro, a educadora Magnólia Régis com o apoio dos jovens que fazem parte do projeto Fala Sério, Zona Oeste promoveram a primeira Roda de Conversa com os idosos da Casa da Santa Ana na Cidade de Deus, cujo tema abordado foi Sexualidade na 3ª idade, e como lidar com as questões de gênero atualmente.



Os Jovens Marco e Kianny da Web Rádio CDD entrevistaram a Maria de Lourdes, coordenadora geral executiva da Casa de Santa Ana, que falou um pouco sobre o trabalho que é desenvolvido com o idoso.


Magnólia Régis com o apoio dos jovens realizou uma roda com bastante interesse pela parte dos idosos.
Agradecemos a Casa de Santana pela acolhida ao projeto.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Venha para o Lançamento da Carta de Juventudes da Zona Oeste!


A Carta de Juventudes da Zona Oeste foi elaborada a partir de um processo de construção coletiva na qual participaram diversas redes, grupos, lideranças, jovens, coletivos e organizações da sociedade civil da região e contém um conjunto de propostas voltadas para criar uma agenda pública de direitos para as juventudes locais. 


Brendon é jovem da Zona Oeste, participante do Grupo Vozes da África, grupo integrante da Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste, e convida a tod@s para o lançamento da Carta de Juventudes da Zona Oeste.

INFORMAÇÕES:
Lançamento da Carta de Juventudes da Zona Oeste 
Data: 28/09/2016 – quarta-feira
Horário:  17h às 19h
Local: Paróquia Anglicana Cristo Rei - Rua Edgard Werneck, 1605 - Cidade de Deus


Informações e inscrições: institutorio@institutorio.org.br




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Carta de Juventudes da Zona Oeste



Mensagem dos e das jovens da Zona Oeste para a cidade do Rio de Janeiro

Graciela Hopstein
Diretora executiva do Instituto Rio

A carta de Juventudes da Zona Oeste foi elaborada a partir do Encontro de Juventudes da Zona Oeste, evento organizado pela Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste em 14 de maio de 2016, na localidade de Campo Grande.

No dia 28 de setembro às 17, na Cidade de Deus, será realizado um evento de lançamento da “Carta” que contará com a participação de todas e todos os atores envolvidos, e principalmente dos e das jovens da região que apresentarão as propostas contidas no documento e os desafios futuros para dar visibilidade a esta importante iniciativa. 

O documento é resultado de diversas reuniões e debates realizados desde o ano de 2015. É produto de um processo de construção coletiva na qual participaram jovens e lideranças locais; representantes de organizações e grupos da sociedade civil, de movimentos sociais, de universidades e instituições privadas e governamentais que atuam nas diversas localidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A Carta visa afirmar as juventudes da Zona Oeste como sujeitos de direito e contém uma agenda propositiva cuja finalidade é promover o acesso dos e das jovens da região a uma cidade mais justa, democrática e sustentável.

Para a Universidade Comunitária da Zona Oeste, o acesso universal aos direitos humanos e de cidadania, e a instalação de uma cultura de redes de articulação territorial constituem os princípios-chave da sua atuação, que devem ser entendidos como o ponto de partida para alcançar o desenvolvimento das comunidades locais.  Esta iniciativa procura fortalecer grupos, movimentos, e organizações da sociedade civil para que sejam capazes de instalar dinâmicas de acesso universal aos direitos; de produção descentralizada de conhecimentos; o compartilhamento de saberes; e a construção de um espaço público (democrático) para as comunidades locais, entendido como um bem comum a todos.

Para as redes envolvidas na iniciativa da Universidade Comunitária, trabalhar com foco nos direitos da população jovem é uma forma de colaborar com a criação de espaços afirmativos e a promoção dos direitos dos e das jovens das diversas localidades da região.

O grupo dinamizador da Universidade Comunitária  - integrado pelo Instituto Rio, Casa Fluminense, Farmanguinhos, FioCruz Mata Atlântica e UNISUAM – e a rede de jovens, lideranças, grupos e organizações de base comunitária da Zona Oeste comprometidos com esta iniciativa foram os atores-chave tanto na mobilização dos e das jovens das comunidades locais e das organizações e grupos da sociedade civil, como na concepção e planejamento do Encontro, na condução de diálogos e debates e na construção de agendas comuns.

Na ocasião do Encontro de maio, foram discutidas questões essenciais para a juventude da região, visando desenhar estratégias conjuntas para a construção de uma agenda pública, com perspectiva de integrar o planejamento Rio500 — o futuro da cidade para os próximos 50 anos. A Carta contém uma agenda propositiva com relação aos seguintes temas: Direito e acesso à cidade; Educação, trabalho e renda; Segurança e bullying; e Gênero e Raça, mas também apresenta análises sobre as realidades e cenários que deram origem à produção de um diagnóstico coletivo que também integra o documento.

A garantia do Direito à Cidade é frequentemente negada às juventudes da Zona Oeste. Problemas vinculados à qualidade do transporte público e às desigualdades dos serviços entre as diversas regiões do município marcam fortemente a vida e o cotidiano dos e das jovens da região.

No ponto de vista da Educação, a Carta alerta sobre a existência de um sistema de baixa qualidade, com carências básicas de infraestrutura e para a falta de compromisso do poder público com a promoção da educação de qualidade para todos e todas. A baixa oferta de postos de trabalho na Zona Oeste e as fragilidades no processo de formação escolar são dois lados da mesma moeda que deixam as juventudes numa posição mais vulnerável, considerando os elevados índices de evasão escolar registradas no âmbito do ensino médio em diversas localidades da região.

“A Carta” também aborda questões vinculadas a situações de violência urbana reforçando a sensação de angústia dos e das jovens diante do futuro. O assédio e a violência contra mulheres, marcados pelo alto percentual de estupros registrados no ano de 2015 na Zona Oeste, constituem um fenômeno significativo. Muitas dessas opressões se desenvolvem com base no racismo, no machismo, no padrão de beleza produzido pela mídia, no preconceito de cor e de cabelo, e na naturalização da desigualdade social, racial e de gênero.

A expressão mais dramática da violência e do racismo está ancorada na constatação de que os e as jovens negros/as das periferias são as principais vítimas de homicídios. As juventudes da Zona Oeste também sofrem com essa realidade e é necessário e urgente contar com ações que combatam essa violência permanente a qual essa população é submetida de forma cotidiana. 

A Carta de juventudes da Zona Oeste está dirigida às comunidades, à sociedade civil, e a todos os atores públicos e privados que atuam em prol do desenvolvimento da Zona Oeste e que estão comprometidos com construção de uma agenda de direitos para as e os jovens do município do Rio de Janeiro e da região. 

O envolvimento dos e das jovens e moradores/as das comunidades, organizações, grupos, coletivos, movimentos e redes locais na divulgação e difusão da Carta em diversos espaços públicos e privados é o ponto de partida para se alcançar o comprometimento com as propostas e dar visibilidade ao movimento de juventudes.


Entidades públicas e privadas que trabalham na concepção e execução de programas e políticas de juventudes em diversas áreas: órgãos públicos em nível municipal e estadual — secretarias de juventudes, de cultura, de educação, de trabalho, de saúde, meio ambiente, etc. —, conselhos de políticas públicas, comitês temáticos, meios de comunicação tradicionais e independentes, lideranças comunitárias e candidatos/as políticos de diversos partidos constituem os destinatários prioritários das mensagens, análises e propostas contidas neste documento. Mas também as empresas e instituições da Zona Oeste (públicas e privadas) que atuam em diversas áreas e que dialogam de forma direta ou indireta com as juventudes locais deverão ser alcançadas e mobilizadas tanto para a realização de diálogos abertos, como para a implantação de ações afirmativas.


INFORMAÇÕES:
Lançamento da Carta de Juventudes da Zona Oeste 
Data: 28/09/2016 – quarta-feira
Horário:  17h às 19h
Local: Paróquia Anglicana Cristo Rei - Rua Edgard Werneck, 1605 - Cidade de Deus
Saiba como chegar:  https://goo.gl/maps/xAfQP5ieG6N2

Informações e inscriçõesinstitutorio@institutorio.org.br


Informações sobre a Universidade Comunitária da Zona Oeste:




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Brasil começa paraolimpíadas em grande estilo



A penas nessa sexta-feira (8) , primeiro dia dos jogos paraolímpicos Rio 2016, a delegação brasileira subiu quatro vezes no pódio . A primeira medalha veio com Odair Santos, que garantiu a prata ao completar os 5000m T11 em 15min17s55, atrás do queniano Samwel Mushai Kimani, que fez 15min16s11. Pouco depois, Ricardo Costa ultrapassou o recordista mundial Lex Gillette (EUA) em seu último salto, alcançando 6m52 e conquistando o ouro numa prova emocionante, que agitou torcida presente do Estádio Olímpico do Engenhão.


Daniel Dias começou a aumentar sua coleção de medalhas no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos. Até então, o nadador era dono de 15, sendo 10 de ouro, quatro de prata e uma de bronze, de edições anteriores de Jogos Paraolímpicos. A 11ª medalha dourada – e 16ª no total – veio nos 200m livre S5, numa prova que foi dominada por Daniel do início ao fim. O astro brasileiro das piscinas ainda vai disputar outras oito provas na competição, podendo chegar a impressionantes 24 pódios paraolímpicos. Para encerrar o dia, Ítalo Pereira foi bronze nos 100m costas S7, fechando uma noite empolgante.  

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Visitas de Monitoramento - Apoiados 2016

As visitas de monitoramento são uma parte importante do processo de Apoio do Instituto Rio aos Projetos em execução. É por meio delas que podemos conhecer melhor os espaços nos quais as atividades são realizadas e conversar com os coordenadores dos projetos sobre o andamento de cada projeto.

O dia 31 de maio de 2016 foi todo voltado aos projetos na Cidade de Deus, com o início do Saberes Itinerantes, com palestra sobre envelhecimento, além de apresentação do grupo MisturIdade da Cidade de Deus e o almoço coletivo promovidos pela CEDISA – Centro de Santa Ana. Foi possível conhecer a reforma na Casa de Geralda, com o novo espaço de fisioterapia e atendimento. Além disso, foi uma ótima oportunidade para comemorar os 25 anos da organização!



 Figura 1 - Almoço com participantes do projeto Saberes Itinerantes, com palestra sobre envelhecimento, 
na Casa de Santa Ana, coordenada pela Maria de Lourdes Vieira (à direita).




Figura 2 -  Cristina Eledá (do Grupo Jongo Eledá) aproveitando o som da bateria MisturIdade, da Cidade de Deus. 


Depois foi possível conhecer um pouco do ritmo agitado de um dia de produção de sarau de um dos projetos do grupo Poesia de Esquina, o Poesia Itinerante, com a Viviane Salles.




Figura 3 - Viviane Salles, do grupo Poesia de Esquina

No Sarau deste dia o grupo fez a estreia do “Palavrão”, a Kombi que agora circula pela cidade e participa dos eventos. As reuniões com os alunos de duas das escolas parceiras no projeto apoiado pelo Instituto Rio, o Poesia de Esquina nas Escolas, já estavam agendadas e logo as oficinas de poesia com as crianças e adolescentes teriam início. A terceira escola fará seu ciclo de 5 oficinas depois das Olimpíadas. Em uma das escolas já existe o Coletivo Mirim de Poetas e muitos dos participantes fazem parte deste grupo, o que fortalece ainda mais o trabalho do Poesia de Esquina e a relação com a escola.

Depois de caminhar um pouco pela Cidade de Deus, foi possível sentir o gostinho de ficar no espaço da Web Radio CDD, da ASVI - Associação Semente da Vida da Cidade de Deus, que você pode sintonizar pelo link: http://webradiocdd.org.br/

O grupo de jovens, que já está envolvido nos projetos da ASVI desde o ano passado, darão um suporte aos novos integrantes durante o processo de criação dos programas temáticos para a Web Radio CDD. A capacitação técnica para uso da web rádio e discussões temáticas, escolhidas pelos jovens, está em andamento e será seguida pelas capacitações de diagramação e encontros nas escolas para a produção dos programas para a rádio. Segundo a Mirian, representante da ASVI, os jovens estão muito animados e empenhados nas atividades.




Figura 4 - Mirian de Andrade, da ASVI


A visita seguinte, no dia 09 de junho de 2016, foi em outro ponto da Zona Oeste, mais precisamente para conhecer o novo espaço da organização Defensores do Planeta, acolhida pela associação de moradores, e conversar com o Mauro Pereira e Carmen Moreira e seu trabalho desenvolvido junto às escolas e agricultores familiares na Serra do Mendanha, o Sementes do Mendanha. O projeto trabalha com a valorização da agricultura familiar na região e também na promoção da saúde dos agricultores e consumidores, conscientizando todos sobre o uso nocivo de agrotóxicos e as diversas possibilidades de uma agricultura mais saudável. 

Os parceiros da Fiocruz já estavam coletando amostras de sangue dos agricultores e crianças para identificar quem precisa de cuidados especiais por contaminação decorrente dos agrotóxicos. A associação de agricultores também está em formação e a capacitação nas escolas está prevista para ter início um pouco mais adiante, mas alguns dos canteiros de horta já estão em funcionamento.


Figura 5 – Mauro Pereira (Defensores do Planeta), Gabriela Aguiar (Instituto Rio) e Carmen Moreira
 (Defensores do Planeta)


A visita seguinte foi em Santa Cruz, mais especificamente em Paciência, um dos locais de treino do ISCE – Instituto Santa Cruz de Esportes, que promove aulas de judô para as crianças nas escolas parceiras do projeto Centro de Iniciação Esportiva II – Agora nas escolas. Como conta Rafael Barbosa, diretor do ISCE, as aulas têm feito muito sucesso e a primeira escola já conta com 150 alunos fazendo aulas 3 vezes por semana. A escola pediu para que eles aumentassem o número de aulas por causa da grande procura. As outras duas escolas terão início das aulas de judô após as Olimpíadas. 

Um dos novos movimentos do instituto é a retomada do contato com ex-alunos, que já passaram da faixa etária atendida pelo projeto, como o Mayron Pereira, que agora volta como professor e conta como tem se realizado nesta função. Essa chamada de retorno ao projeto é importante, como eles explicam, pois oferece uma possibilidade de atuação profissional e realização pessoal para adolescentes e jovens como pouco acesso a esses programas.




Figura 6 – Rafael Barbosa e Mayron Pereira (da esquerda para direita) 
na sala cheia de troféus do ISCE - Instituto Santa Cruz de Esportes


Já no dia 06 de julho, foi a vez visitar o projeto Curta Rio das Pedras, do Coletivo Elas da Corrente, o primeiro apoiado pelo Instituto Rio em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, e conversar com a Danieli dos Santos. O projeto tem movimentado os jovens de Rio das Pedras com Saraus e projeção de filmes seguidos por debates, além das oficinas de câmera já em andamento. A seguir o grupo de cerca de 15 adolescentes e jovens receberão oficinas de roteiro e farão uma ida conjunta ao cinema, pois vários deles ainda não tiveram essa experiência. 

O coletivo também tem realizado ações em parceria com outros dois grupos do local, a Roda Cultural Rio das Pedras, que faz sarau com RAP e o Cine Roque. A escola tem sido uma grande parceira, com empréstimo do equipamento e do espaço para as oficinas.




Figura 7 – Danieli Santos, do Coletivo Elas da Corrente, de Rio das Pedras

O dia seguiu com batucadas e conversa com a mestra jongueira Cristina Eledá e Ana Caroline Araújo, Associação Grupo Afro Cultural Jongo Eledá, na Vila Valqueire. Aos poucos a família de Cristina, que participa ativamente das Rodas de Jongo que acontecem todas às 5as foram se aproximando. Expandiram as Rodas para os domingos, no mesmo horário, das 15h às 20h. 

As atividades do projeto Jongo Eledá – Oficinas e Mesa Redonda, como o próprio nome indica, estão previstas para terem início em agosto, com a História do Jongo e da África, Dança, Canto, Trança e a própria Roda. Mais adiante serão realizadas também as oficinas de Cultura, Culinária, Percursão e Criação de Instrumentos. Valeu a pena conferir também a nova geração, com Cintia e Miguel, já acompanhando o ritmo, e parabenizar Cristina pelo Prêmio Ações Locais, da Secretaria Municipal de Cultura, recebido em maio. 


Figura 8 – Cristina Eledá (primeira à direita, sentada), suas irmãs, sobrinhos e Ana Caroline Araújo, que estuda e acompanha o grupo há alguns anos.

No mês de agosto demos continuidade às visitas de monitoramento dos projetos em execução, atualmente apoiados pelo Instituto Rio, para conhecer melhor os espaços nos quais as atividades são realizadas e conversar sobre o andamento de cada projeto.
No dia 02 de agosto de 2016, pudemos visitar dois projetos bem diferentes. No primeiro, fomos recebidos pelo Marcelo Santos, do CEAP – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, no local de grande parte das atividades da organização, a Praça da Merck, na Taquara. 



Figura 9 – Marcelo Santos (CEAP) na Praça da Merck, na Taquara

O Instituto Rio esteve presente em um dos eventos do projeto Jacarepaguá Afrocultural, o I Encontro de Comunicação Comunitária da Zona Oeste (APA4), no Centro Cultural Profª Dyla Sylvia de Sá, em maio.



Figura 10 – Gabriela Aguiar (Instituto Rio) apresenta a Universidade Comunitária da Zona Oeste no I Encontro de Comunicação Comunitária da Zona Oeste

Agora eles seguem com as programações das rodas de conversa e palestras de Combate ao Racismo e a Intolerância Religiosa por vários pontos do Rio de Janeiro.

Mais tarde seguimos para visitar a sede da JAMDS - Associação Beneficente Jurema Amor nas Mãos para Deficientes e Surdos, em Paciência. Lá encontramos a equipe e as voluntárias produzindo e organizando materiais para a Feira de Artesanato prevista para o sábado seguinte.

Da sede fomos ao encontro da Jurema Duarte e da animada turma do Curso de Iniciação de Libras, no Posto de Saúde, que faz parte do projeto de formação de intérpretes de Libras, Mãos que Falam com Amor. Foi muito bom aprender um pouco – bom, pelo menos a pedir um café sem açúcar!



Figura 11 – Professora voluntária e Jurema na aula de Libras da JAMDS

Também descobrimos que a Jurema foi convidada para levar a tocha olímpica no dia seguinte, como reconhecimento de sua liderança da zona oeste!



Figura 12 –  Jurema pronta para carregar
a tocha olímpica


No dia seguinte, fomos visitar o canto colorido e aconchegante das Mulheres de Pedra, em Pedra de Guaratiba, repleto de artesanatos, avisos de oficinas de tranças, eventos musicais e uma charmosa hospedagem com alguns quartos ocupados. Fomos recepcionados pela Leila de Souza Netto e várias meninas da equipe.



Figura 13 – Coletivo Mulheres de Pedra

Contaram um pouco sobre as atividades do projeto SolidArte II - trançar caminhos femininos através da economia solidária, a preparação para o Festival de Economia Solidária, as oficinas de Teatro Feminino Negro – Performance e Contação, que estão sendo preparadas para outubro, e o sucesso do evento VIVAS Mulheres Negras em Festa, com o Lançamento do Livro "Histórias de Leves Enganos e Parecenças" (da escritora Conceição Evaristo). O sucesso foi tamanho que levaram o VIVAS para o Museu Da Justiça e também para a Caixa Cultural.

A integração com os outros apoiados também tem dado bons frutos, na apresentação do VIVAS, com a presença da Cristina Eledá:



Figura 14 – Integração Jongo Eledá e Mulheres de Pedra
no evento VIVAS!

No dia 10 de agosto, fomos ao Museu Casa Bumba Meu Boi Em Movimento, da organização Raízes de Gericinó, que fica no Catiri, Bangu.



 Figura 15 – Auricélia Mercês (Raízes de Gericinó) no Museu Casa Bumba Meu Boi

Além de mostrar o espaço do museu e contar um pouco da história do Bumba Meu Boi e de como ela trabalha para manter viva a cultura popular que sua família trouxe do Maranhão, Auricélia Mercês, mostrou as fotos do Arraial Flor da Roça, que foi um sucesso e das outras atividades já realizadas, como a participação na 14ª semana Nacional de Museus.

As aulas de capoeira para as crianças e jovens seguem a todo vapor pelo projeto Museu Casa Bumba Meu Boi, e agora também contam com aulas de jiu-jitsu no espaço. Estão ainda previstas palestras para o segundo semestre – fique de olho na programação da Universidade Comunitária!
Mas não pararam por aí. Articulados com a associação de moradores e, depois de um abaixo-assinado, estão vendo uma quadra de esportes ser construída, pela Prefeitura, em frente ao Museu.

De lá fomos conhecer um pouco o espaço do Centro Cultural História Que Eu Conto, em Vila Aliança, Bangu, e recebidos pelo Samuca (também conhecido como Samuel Araújo), a Rosiani Lau Pacheco, a Agatha Leite e a estagiária do CCHC, a Jéssica.



Figura 16 – Samuca, Rosiani, Jessica e Aghata, todos do CCHC, e Gabriela, do Instituto Rio.

Eles contaram animados sobre a evolução da companhia de teatro com cerca de 40 jovens e as oficinas socioeducativas semanais, ações que fazem parte do projeto Cia de Teatro Facilitadores da Paz. Já fizeram apresentação no Raízes de Gericinó, há uma prevista no ISCE, em Santa Cruz, e devem estreitar ainda mais a relação com o pessoal do Cine Oeste, que também tem anunciado suas atividades na agenda da Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste. 

Em breve mais notícias sobre os apoiados de 2016 e também sobre os antigos apoiados do Instituto Rio!

Acompanhe as atividades em nossa fanpage: https://www.facebook.com/institutoriorj/

E em nosso Blog: http://www.universidadecomunitariazo.com.br/              

Agosto 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Programação Setembro - Universidade Comunitária da Zona Oeste

Todos os meses o Instituto Rio divulga a programação mensal de atividades oferecidas pelas organizações e grupos que integram a Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste. Caso seu evento não esteja aqui, envie para gente! 

Confira e ajude a divulgar nossa programação de setembro:

As Rodas de Jongo continuam todas às quintas e domingos, no Jongo Eledá, em Vila Valqueire. 

No dia 12 de setembro teremos um Papo Reto dos adolescentes da RECA – Rede Educação com Adolescentes – com o/as candidato/as à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, no Centro.

O Jornal CDD A Notícia por quem VIVE, da Cidade de Deus, convida para as inscrições da Oficina de fotografia, vídeo e edição de imagens visando a Comunicação Popular, que acontecerá nos dias 19 e 26 de setembro.

A 10a PRIMAVERA DE MUSEUS trará exposição, oficinas, palestras e contação de histórias para o Raízes de Gericinó, em Bangu, do dia 20 a 22 de setembro.

A estação também será celebrada na Festa da Primavera, nos dias 25 e 26 de setembro, em Pedra de Guaratiba, com todos os parceiros do coletivo das Mulheres de Pedra, na Festa da Primavera com Festival de Economia Solidária.

A ASVI levará rodas de conversa do projeto Fala Sério, Zona Oeste! para A Casa de Santa Ana, na Cidade de Deus, com as questões de gênero e sexualidade na 3ª idade, no dia 21 de setembro. No dia 22, em Bangu, no Raízes de Gericinó, os jovens seguem para conversar com outros jovens e adultos sobre autoestima e as questões de gênero na adolescência.

O espetáculo teatral Revolução, do Centro de Artes da Casa da Rua do Amor com a Guapoz Produções, tem classificação livre e espera sua presença pelo simbólico preço de R$ 1,00. Não perca! É dia 24/09, em Santa Cruz. 

No dia 26 de setembro a Cia Teatral Facilitadores da Paz, do grupo A História Que Eu Conto, fará uma apresentação para no Instituto Santa Cruz de Esporte, em Santa Cruz! É mais integração entre os grupos apoiados.

Esse mês, o coletivo Poesia de Esquina levará ao Bar do Tom Zé, na Cidade de Deus, o Sarau Primavera do Povo, no dia 27 de setembro, na Cidade de Deus

Fecharemos o mês com um convite a tod@s para o Lançamento Carta de Juventudes da Zona Oeste, no dia 28 de setembro – das 17h às 19h, na Cidade de Deus. Será o momento de conhecer os resultados do processo de construção coletiva que teve início em 2015. 

Até o dia 06 de outubro as inscrições para as oficinas de teatro, dança, violão e artesanato do Centro de Artes da Rua da Casa do Amor ficarão abertas. As inscrições podem ser feitas às terças e quintas, das 9h às 16h, e aos sábados, das 9h às 14h, em Santa Cruz. Para se inscrever é necessário a cópia do RG, CPF e comprovante de residência; menores de idade devem levar cópia da certidão e somente os pais podem efetuar a inscrição.