segunda-feira, 11 de julho de 2016

Visitas de monitoramento aos apoiados 2016

Por: Gabriela Azevedo de Aguiar - coordenadora de projetos do Instituto Rio

Figura 1 - Cidade de Deus

As visitas de monitoramento são uma parte importante do processo de Apoio do Instituto Rio aos Projetos em execução. É por meio delas que podemos conhecer melhor os espaços nos quais as atividades são realizadas e conversar com os coordenadores dos projetos sobre o andamento de cada projeto. O dia 31 de maio de 2016 foi todo voltado aos projetos na Cidade de Deus, com o início do Saberes Itinerantes, com palestra sobre envelhecimento, além de apresentação do grupo Misturidade da Cidade de Deus e o almoço coletivo promovidos pela CEDISA – Centro de Santa Ana. Foi possível conhecer a reforma na Casa de Geralda, com o novo espaço de fisioterapia e atendimento. Além disso, foi uma ótima oportunidade para comemorar os 25 anos da organização!

Figura 2 - Almoço na Casa de Santa Ana, coordenada pela Maria de Lourdes Vieira (à direita). As representantes de Raízes de Gericinó (Auricelia e Roselia Mercês, do Jongo Eledá (Cristina Eledá) e Poesia de Esquina (Viviane Salles) – da esquerda para a direita - também estiveram presentes.
Figura 3 - Sala reformada de Fisioterapia - Casa de Geralda

Depois foi possível conhecer um pouco do ritmo agitado de um dia de produção de sarau de um dos projetos do grupo Poesia de Esquina, o Poesia Itinerante, com a Viviane Salles.
Figura 5 - Viviane Salles, do grupo Poesia de Esquina
No Sarau deste dia o grupo fez a estreia do “Palavrão”, a Kombi que agora circula pela cidade e participa dos eventos. As reuniões com os alunos de duas das escolas parceiras no projeto apoiado pelo Instituto Rio, o Poesia de Esquina nas Escolas, já estavam agendadas e logo as oficinas de poesia com as crianças e adolescentes teriam início. A terceira escola fará seu ciclo de 5 oficinas depois das Olimpíadas. Em uma das escolas já existe o Coletivo Mirim de Poetas e muitos dos participantes fazem parte deste grupo, o que fortalece ainda mais o trabalho do Poesia de Esquina e a relação com a escola.
Depois de caminhar um pouco pela Cidade de Deus, foi possível sentir o gostinho de ficar no espaço da Web Radio CDD, da ASVI - Associação Semente da Vida da Cidade de Deus, que você pode sintonizar pelo link: http://webradiocdd.org.br/
O grupo de jovens, que já está envolvido nos projetos da ASVI desde o ano passado, darão um suporte aos novos integrantes durante o processo de criação dos programas temáticos para a Web Radio CDD. A capacitação técnica para uso da web rádio e discussões temáticas, escolhidas pelos jovens, está em andamento e será seguida pelas capacitações de diagramação e encontros nas escolas para a produção dos programas para a rádio. Segundo a Mirian, representante da ASVI, os jovens estão muito animados e empenhados nas atividades.

Figura 6- Mirian de Andrade, da ASVI
A visita seguinte, no dia 09 de junho de 2016, foi em outro ponto da Zona Oeste, mais precisamente para conhecer o novo espaço da organização Defensores do Planeta, acolhida pela associação de moradores, e conversar com o Mauro Pereira e Carmen Moreira e seu trabalho desenvolvido junto às escolas e agricultores familiares na Serra do Mendanha, o Sementes do Mendanha (ver abaixo a incrível maquete para entender a riqueza local). O projeto trabalha com a valorização da agricultura familiar na região e também na promoção da saúde dos agricultores e consumidores, conscientizando todos sobre o uso nocivo de agrotóxicos e as diversas possibilidades de uma agricultura mais saudável. Os parceiros da Fiocruz já estavam coletando amostras de sangue dos agricultores e crianças para identificar quem precisa de cuidados especiais por contaminação decorrente dos agrotóxicos. A associação de agricultores também está em formação e a capacitação nas escolas está prevista para ter início um pouco mais adiante, mas alguns dos canteiros de horta já estão em funcionamento.

Figura 7 - Maquete do Maciço de Gericinó-Mendanha (Defensores do Planeta)
Figura 8 - Mauro Pereira (Defensores do Planeta), Gabriela Aguiar (Instituto Rio) e Carmen Moreira
(Defensores do Planeta)

A visita seguinte foi em Santa Cruz, mais especificamente em Paciência, um dos locais de treino do ISCE – Instituto Santa Cruz de Esportes, que promove aulas de judô para as crianças nas escolas parceiras do projeto Centro de Iniciação Esportiva II – Agora nas escolas. Como conta Rafael Barbosa, diretor do ISCE, as aulas têm feito muito sucesso e a primeira escola já conta com 150 alunos fazendo aulas 3 vezes por semana. A escola pediu para que eles aumentassem o número de aulas por causa da grande procura. As outras duas escolas terão início das aulas de judô após as Olimpíadas. Um dos novos movimentos do instituto é a retomada do contato com ex-alunos, que já passaram da faixa etária atendida pelo projeto, como o Mayron Pereira, que agora volta como professor e conta como tem se realizado nesta função. Essa chamada de retorno ao projeto é importante, como eles explicam, pois oferece uma possibilidade de atuação profissional e realização pessoal para adolescentes e jovens como pouco acesso a esses programas.

Figura 9 – Rafael Barbosa, diretor, e o professor de judô Mayron Pereira
(da esquerda para direita) na sala cheia de troféus do ISCE - Instituto Santa Cruz de Esportes

Figura 10 - Um dos locais de treino de judô utilizados pelo ISCE, em Santa Cruz.

Já no dia 06 de julho, foi a vez visitar o projeto Curta Rio das Pedras, do Coletivo Elas da Corrente, o primeiro apoiado pelo Instituto Rio em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, e conversar com a Danieli dos Santos. O projeto tem movimentado os jovens de Rio das Pedras com Saraus e projeção de filmes seguidos por debates, além das oficinas de câmera já em andamento. A seguir o grupo de cerca de 15 adolescentes e jovens receberão oficinas de roteiro e farão uma ida conjunta ao cinema, pois vários deles ainda não tiveram essa experiência. O coletivo também tem realizado ações em parceria com outros dois grupos do local, a Roda Cultural Rio das Pedras, que faz sarau com RAP e o Cine Roque. A escola tem sido uma grande parceira, com empréstimo do equipamento e do espaço para as oficinas.
Figura 11 - Danieli Santos, do Coletivo Elas da Corrente, de Rio das Pedras

O dia seguiu com batucadas e conversa com a mestra jongueira Cristina Eledá e Ana Caroline Araújo, Associação Grupo Afro Cultural Jongo Eledá, na Vila Valqueire. Aos poucos a família de Cristina, que participa ativamente das Rodas de Jongo que acontecem todas às 5as foram se aproximando. Expandiram as Rodas para os domingos, no mesmo horário, das 15h às 20h. As atividades do projeto Jongo Eledá – Oficinas e Mesa Redonda, como o próprio nome indica, estão previstas para terem início em agosto, com a História do Jongo e da África, Dança, Canto, Trança e a própria Roda. Mais adiante serão realizadas também as oficinas de Cultura, Culinária, Percursão e Criação de Instrumentos. Valeu a pena conferir também a nova geração, com Cintia e Miguel, já acompanhando o ritmo, e parabenizar Cristina pelo Prêmio Ações Locais, da Secretaria Municipal de Cultura, recebido em maio.  

Figura 12 - Cristina Eledá (primeira à direita, sentada), suas irmãs, sobrinhos e Ana Caroline Araújo, que estuda e acompanha o grupo há alguns anos.

Figura 13 - Cintia e Miguel já participam
da Roda do Jongo Eledá

Em breve mais notícias sobre os outros apoiados de 2016! Acompanhe as atividades em nossa fanpage: https://www.facebook.com/institutoriorj/


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