terça-feira, 21 de junho de 2016

I Workshop A História Que Eu Conto


No último sábado, dia 18 de junho, foi realizado o I Workshop A História Que Eu Conto. Um encontro de integração entre as oficinas para apresentação dos trabalhos que foram desenvolvidos desde o início do ano até aqui.
O tema Intolerância, discutido e trabalhado nas oficinas, foi aplicado na coreografia apresentada pelos aprendizes da oficina de Dança Contemporânea. Um espetáculo lindo, principalmente pelo grande empenho dos alunos, facilmente percebido pelo resultado do que foi apresentado.
Também houve apresentação do espetáculo Tolerância, apresentado pela Cia de Teatro Facilitadores da Paz, formada por alunos da oficina de teatro do CCHC. Este espetáculo fala sobre o cotidiano de adolescentes em meio a várias formas de intolerância praticadas e sofridas pelos personagens e a transformação de sua visão de mundo a partir do convívio com as diferenças.
Ao longo do evento o CCHC ganhou uma intervenção de graffiti, realizada pelo instrutor e aprendizes da oficina de graffiti, que trouxe novas cores à sede e possibilitou que os adolescentes pusessem em prática as técnicas abordadas até agora.

Este evento foi realmente lindo e emocionante, capaz de encantar homens e mulheres de todas as idades, principalmente pela capacidade de instrutores e alunos de abordar um tema tão delicado de maneira leve e encantadora. 





sexta-feira, 17 de junho de 2016

Matéria Especial - Ocupação nas escolas do Rio de Janeiro: Uma experiência no Colégio Estadual Bangu




Ocupação nas escolas do Rio de Janeiro: Uma experiência no Colégio Estadual Bangu 

Por: Thamires da Silva Ribeiro, Agatha da Silva Leite e Rosiani Lau Pacheco

O movimento de ocupação das escolas no Estado do Rio de Janeiro é oriundo da articulação de alunas e alunos das escolas estaduais de São Paulo, em decorrência da divulgação do planejamento de reorganização escolar que tem por objetivo dividir escolas por ciclos de faixa etária.[1] 

Esse fato corroborou para um processo de protagonismo das/os adolescentes e jovens que não suportam mais as condições precárias que a educação se encontra. As pautas gerais[2] que mobilizam os alunos na ocupação da Secretaria Estadual de Educação são: 

· Eleições para Direções das escolas contemplando o voto dos estudantes; 
· Passe livre com o fim do controle excessivo da “Coleira eletrônica” 
· Reformulação do currículo mínimo a partir do entendimento da educação pautado nos quatro pilares, de acordo com a regulamentação do MEC. 
· Conquista integral das pautas dos professores grevistas; 
· Garantia de que não haja perseguição política aos ocupantes das escolas; 
· Pela distribuição gratuita dos uniformes escolares; 
· Efetivação das pautas em Diário Oficial contendo todas as conquistas nas negociações com o antigo secretário Caio Castro; 
· Abertura da CPI da educação, onde o Estado responde acerca de cada material encontrado e que os estudantes não tinham acesso. 
· Pautas específicas de cada escola ocupada, que inclui a qualidade na distribuição da merenda, redução da superlotação das salas e precarização da infraestrutura das salas e espaços coletivos das escolas. 

O Centro Cultural A História Que Eu Conto realizou uma visita ao Colégio Estadual Bangu, que está ocupado por um grupo de alunos, foi uma experiência emocionante e única de total aprendizado. 

Ao chegar na escola notamos que a frente continha cartazes que comunicava ao território sobre os horários de visita, que por sua vez, era bem extenso, contemplando o período da manhã, tarde e noite, além dos materiais que estavam em falta. Esse foi o primeiro aprendizado, pois notamos a deficiência de nós quanto Instituição, em comunicarmos com o território, e utilizando uma ferramenta bem simples os alunos estavam conseguindo se tornar visível e dialogar com o território. 

Outro ponto importante foi a entrada na escola, havia uma planilha a ser assinada com nome, documento, horário, em que uma jovem ficava responsável por recepcionar as pessoas, ficamos impressionadas com a organização. Ao caminhar nos espaços da escola nos surpreendemos com a limpeza e mais uma vez, com a organização dos múltiplos espaços. 

Em seguida fomos recebidos pelos alunos responsáveis por diversos setores, dentre eles, a parte cultural, onde houve a construção de algumas ações em conjunto, em destaque o intercâmbio dos educandos do CCHC com as/os adolescentes e jovens das escolas. 

O dia do intercâmbio foi sensacional, pois houve a troca e partilha de saberes e experiências entre as/os educandas/os do CCHC e as/os alunas/os que estavam ocupando a escola, como questões de raça, gênero e sexualidade. Esse momento contribuiu para a desconstrução de preconceitos a partir da experimentação, vivência e escuta das/os jovens do CCHC, sobretudo, dos que eram alunos e alunas do Colégio e contra o movimento da ocupação. 

Abordar a temática da ocupação significa repensar a Educação no Brasil, pois o movimento vai para além de reivindicação acerca da infraestrutura, pois discuti a desconstrução de alguns métodos educativos e coloca em ênfase os quatro pilares da educação (Aprender a SER, Aprender a Aprender, Aprender a Conviver e Aprender a Fazer). 

A forma como o movimento de ocupação se desenvolve nas escolas nos mostra que é possível implementar os quatro pilares da educação, pois nesse espaço ocupado, adolescentes e jovens nos mostram como se Aprende a SER a partir dos processos constituintes de sua identidade, nos ensina a Aprender a Aprender vivenciando diversas formas de aprendizado, traduzido em aulas, oficinas culturais, entre outras. Nos revelam como Aprender a Conviver por meio da gestão de conflitos e construção contínua de acordos de convivência. E o Aprender a Fazer nos mostrando como criam estratégias de articulação e se dividem em diversas tarefas e áreas. 

O mais lindo é ver alunos que antes eram rechaçados pela escola, sendo rotulados de inúmeros nomes e patologias, SEREM Protagonistas desses grupos! 

Fontes de informação: http://www.educacao.sp.gov.br/reorganizacao/ http://revistaeducacao.com.br/textos/0/entenda-a-evolucao-das-ocupacoes-de-escolas-em-sao-paulo-366953-1.asp https://www.facebook.com/EscolasRJemLuta/posts/1546335549006267 

[1] “Com a divisão das escolas por ciclo, algumas unidades terão apenas alunos de 6 a 10 anos; outras receberão os adolescentes de 11 a 14 anos; outras serão exclusivas para jovens entre 15 e 17 anos. A proposta da reorganização escolar pretende, por meio da divisão por idades, oferecer uma escola mais preparada para as necessidades de cada etapa de ensino e atenta à nova realidade das crianças e jovens. ” 

[2] Segundo site: https://www.facebook.com/EscolasRJemLuta/posts/1546335549006267

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Seja um Sócio Realizador

É o convite que fazemos depois de 8 anos de caminhada em diversas trilhas. Este ano resolvemos compartilhar nosso trabalho e convidar Seres Humanos como você a tornarem-se parte ativa de sustentação (e outros encantos!) que potencializam o território de Vila Aliança e Senador Camará.

Investindo no Centro Cultural A História Que Eu Conto qualquer valor a partir de R$10,00 por mês aqui pelo Recorrente, você torna-se um “Sócio Realizador” e passa a fazer parte do nosso trabalho, aumentando o nosso impacto e contribuindo conosco em provar que o modelo de gestão e realização de programas e projetos pautados no cuidado e desenvolvimento humano é possível e efetivo.
Ainda pode ganhar recompensas super legais produzidas por nossos aprendizes e educadores. Acesse o link abaixo e confira!


Centro Cultural A História Que Eu Conto no Encontro de Juventudes da Zona Oeste

O Centro Cultural A História Que Eu Conto, na figura dos adolescentes e jovens aprendizes, participou do Encontro de Juventudes da Zona Oeste realizada no dia 14 de maio e promovida pelo Instituto Rio, que teve como pauta a discussão do documento produzido em outro encontro realizado no dia 14 de maio.
O resultado é uma agenda onde os grupos envolvidos se encontrarão para discutir todos os temas abordados na carta, como Direito à Cidade, Segurança Pública e Educação, entre outros.
Esta iniciativa é muito importante para que o jovem seja protagonista das discussões que afetam seus  interesses, e acreditando nisso estaremos, representados pelo nosso principal público, contribuindo neste trabalho, na perspectiva de um real desenvolvimento da zona oste.


terça-feira, 14 de junho de 2016

I Workshop A História Que Eu Conto

Dia 18 de junho o Centro Cultural A História Que Eu Conto vai realizar o I Workshop A História Que Eu Conto.

Este evento será uma integração entre as oficinas de Teatro, Dança Contemporânea, Graffiti e Pintura em Tela, onde os alunos irão expor os trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos meses.




PROGRAMAÇÃO:

09h         Apresentação do Workshop

09h10     Intervenção de Graffiti
09h30     Apresentação da esquete Tolerância (Cia Facilitadores da Paz)
09h45     Apresentação de Dança Contemporânea
10h         Apresentação do poema Meu Interior Adolescente
10h30     Encerramento


O evento é gratuito e livre para todos os públicos.
Sejam Bem Vind@s!




Facilitadores da Paz em Raízes de Gericinó

Um encontro lindo!


Dia 23 de maio os alunos da oficina de teatro do Centro Cultural A História Que Eu Conto (Vila Aliança) estiveram na Associação Raízes de Gericinó (Catiri, Rio de Janeiro) para apresentar a peça Flor e a Cidade do Amor. As crianças ficaram encantadas com a personagem Flor, interpretada por Yasmin Oliveira, integrante da Cia Teatral Facilitadores da Paz. 


Na apresentação do espaço tivemos uma aula incrível sobre a cultura maranhense com a Auricelia, uma das responsáveis pelo espaço, que gentilmente nos falou sobre os mitos, tradições, culinária e as festas típicas da região. Os Facilitadores da Paz também visitaram o museu da instituição, onde encontraram um acervo lindo com peças da Festa Bumba Meu Boi.

Gratidão a toda equipe do Raízes de Gericinó pela recepção calorosa e ao Instituto Rio por promover este encontro.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Encontro de Juventudes da Zona Oeste: Diálogos sobre raça, segurança e mobilização

                                                                                                            Por  Marcelle Decothé
No dia 14 de maio, na região de Campo Grande - Rio de Janeiro, foi realizado o encontro de juventudes da Zona Oeste, iniciativa organizada pela Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste, coordenada pelo Instituto Rio e parceiros - Casa Fluminense, Farmanguinhos, UNISUAM e Fio Cruz Mata Atlântica. Com mais de 150 participantes, jovens em geral dos mais diversos bairros da zona oeste do Rio, o debate sobre segurança pública, racismo e o protagonismo da juventude na mudança da realidade cotidiana de violações em que vivem foi potente.
Vale destacar a importância de debates sobre temas como racismo e violência e, mais do que isso, praticar o exercício de escuta para com os jovens que cada vez mais tem vivências e experiências para contribuir no debate sobre estes assuntos. Parte desse exercício é entender que hoje o Brasil se configura como um dos países que mais praticam homicídios no mundo - segundo o mapa da violência de 2014, no ano de 2012 foram praticados em torno de 56 mil homicídios no Brasil, identificando-se que deste número de homicídios, 30.000 foram de jovens entre 15 e 29 anos, e dentro destes jovens, 77% eram negros. Ou seja, o homicídio hoje no país tem CEP, cor, gênero e idade, como construir um cenário de mudança efetiva sem a participação direta da juventude nesse processo?
Ferramentas para atuação:
Foi observando o cenário alarmante de violência letal contra a juventude negra no Brasil que a Anistia Internacional Brasil, organização não-governamental que vem se caracterizando pelo seu ativismo na defesa e promoção dos direitos humanos ao longo dos seus mais de 50 anos de existência, decidiu lançar em novembro de 2014 a campanha “Jovem Negro Vivo” no Brasil. O ativismo da Anistia tem obtido sucesso em causar impacto positivo na agenda de Direitos Humanos e principalmente em ajudar a dar visibilidade ao contexto de violência contra a juventude negra e periférica do país. Parte da ação direta deste ativismo é promover o debate sobre o tema, sendo cada vez mais latente a apropriação da campanha como uma ferramenta própria de resistência e conscientização da juventude que é afetada todos os dias nas favelas e periferias do Brasil.
Falar de Jovem Negro Vivo é falar da Zona Oeste!
Transform(ação) é com a gente :)
Cada vez mais os espaços de diálogo aberto, destinados a juventude, vem servindo para que os jovens possam pensar coletivamente em garantia de direitos, acesso à cidade e políticas públicas verdadeiramente representativas. A importância da manutenção desses espaços dialoga muito com a intenção de se construir uma uma agenda positiva de direitos que contenha a narrativa da geração que ainda pode atuar efetivamente na mudança dos quadros de violações cotidianos. A mensagem retirada do encontro das juventudes da Zona Oeste é a certeza que o protagonismo desses jovens na construção de uma nova agenda de direitos, assim como o fortalecimento das redes compostas por indivíduos e organizações que buscam apoiá-los nesse caminho é o primeiro passo para um efetivo percurso de luta por direitos, visibilidade e reais mudanças  para a Zona Oeste.
Marcelle Decothé é da Anistia Internacional e foi debatedora convidada do Encontro de Juventudes da Zona Oeste. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Reunião com a Rede Educação Com Adolescentes (RECA)


Ontem (06/06/2016) foi dia de reunião com a Rede Educação Com Adolescentes (RECA). A principal pauta foi a construção do documento com propostas aos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro e o debate que a RECA quer promover com os candidatos. 

A Rede é formada por pessoas interessadas em pensar e propor ações e políticas públicas, dentro e fora da escola, que promovam uma educação COM adolescentes, que priorize o diálogo, a participação e a autoria. 

Atualmente a Rede é composta por professores da rede pública, educadores de organizações da sociedade civil, adolescentes e jovens que atuam de forma colaborativa, numa gestão compartilhada. 

Gabriela Aguiar, coordenadora de projetos do Instituto Rio esteve presente na reunião, representando a Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste.

Para contribuir com o debate, convidamos a todos para participarem da Reunião para Discussão do documento produzido no Encontro de Juventudes da Zona Oeste, dia 14/06, onde serão formuladas as propostas da Carta de Campo Grande.

Mais detalhes da reunião: 
https://www.facebook.com/events/1688130704785307/

#EducaçãoComAdolescentes #RedeEducaçãoComAdolescentes #RECA #UniversidadeComunitáriadaZonaOeste #InstitutoRio

Novo canal Conto a Rua - lançamento 14 junho

Vale a pena conferir o projeto Canal Conto a Rua, idealizado por Janaina Tavares, moradora de Nova Iguaçu - Baixada Fluminense, produtora cultural e estudante de Letras. Será lançado no dia 14 de junho

“A proposta do canal conto a rua é de mostrar narrativas urbanas de trabalhadores que se relacionam com esse espaço público da Baixada Fluminense e da Zona Oeste”, diz Janaina no vídeo teaser que apresenta o projeto.

É um registro audiovisual de anônimos que se relacionam com o espaço público através de sua ocupação, vocação, serviço, corre, trampo. O Canal vai contar 13 histórias de personagens reais, de carne, osso e emoções, do grande cenário urbano da Baixada e Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

De acordo com a idealizadora a ideia é após serem contadas as 13 histórias o projeto culmine em um documentário reunindo todas as histórias e se aprofundando mais na vida de um personagem.

Canal Conto a Rua
Idealizadora: Janaina Tavares
Apoio de Produção: Kathleen Ferreira
Edição: Oziel Marchon

#CanalContoaRua

Curta no face: https://www.facebook.com/canalcontoarua/?fref=ts

Inscreva-se no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=ljbAtGlJs_E

Veja o teaser:



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Programação Junho 2016 - Universidade Comunitária da Zona Oeste


Todos os meses o Instituto Rio divulga a programação mensal de atividades oferecidas pelas organizações e grupos que integram a Rede da Universidade Comunitária da Zona Oeste. Caso seu evento não esteja aqui, envie para gente! Confira e ajude a divulgar nossa programação:

Junho traz um novo parceiro, o Cine Oeste, com filmes às quartas-feiras, as Quartas de Cinema, em Senador Camará. Confira!

As comemorações do final de semana de 04 e 05 de junho são para o Dia Mundial do Meio Ambiente, com várias atividades promovidas pela Defensores do Planeta, entre caminhadas e palestras. É preciso fazer a inscrição por e-mail!


No dia 14, terça, daremos continuidade à mobilização da juventude com a Reunião para Discussão do Documento produzido no Encontro de Juventudes da Zona Oeste Agora a proposta é discutir o documento produzido e pensar nos encaminhamentos e desdobramentos da iniciativa. 
Atenção: mesmo aquele/as que não puderam comparecer ao evento anterior estão convidados! Para participar da reunião é necessária a confirmação de presença através do e-mail institutorio@institutorio.org.br

Aproveite também para participar do I Workshop A História Que Eu Conto, com teatro, dança contemporânea, desenhos e grafite, realizado pelo Centro Cultural A História Que Eu Conto, em Senador Camará, no sábado, dia 18.




Venha participar da Reunião para Discussão do documento produzido no Encontro de Juventudes da Zona Oeste!



A reunião será no dia 14 de junho de 2016, terça-feira, das 9h30 às 12h30, na UNISUAM da Av. Cesário De Melo, 2571 - Campo Grande.

O documento é o resultado das discussões realizadas sobre os assuntos: Educação, trabalho e renda; Direito e acesso à cidade; Gênero e Raça e Segurança e Bullying (confira os materiais interessantes aqui na Biblioteca do Blog).


Agora a proposta é discutir o documento produzido e pensar nos encaminhamentos e desdobramentos da iniciativa. Contamos com a presença de todos e todas, mesmo daqueles que não puderam comparecer ao evento anterior! Para participar da reunião, é necessária a confirmação de presença através do e-mail institucional institutorio@institutorio.org.br