quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Instituto Rio Edital 2017

Instituto Riolança edital para projetos sociais que promovam o desenvolvimento comunitário da Zona Oeste do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Phi, que será responsável pela gestão do processo seletivo e acompanhamento dos projetos. O objetivo da união das qualidades de duas instituições consolidadas e com boa experiência no setor,  é multiplicar os benefícios do edital, contribuindo de forma eficiente para o desenvolvimento social da cidade, especialmente a Zona Oeste do Rio de Janeiro.
As organizações que se enquadram nos critérios definidos neste edital poderão apresentar projetos, de acordo com as normas estabelecidas, durante o período compreendido entre 15 de dezembro de 2016 a 27 de janeiro de 2017, impreterivelmente.
Para participar da seleção, todas as organizações deverão preencher o formulário de inscrição de projetos online: https://pt.surveymonkey.com/r/InstitutoRioEdital2017
Instituto Rio e o Instituto Phi oferecerão assistência às entidades e grupos interessados em participar do presente processo de seleção, tirando dúvidas e respondendo consultas sobre o Edital e sobre o formulário de inscrição, exclusivamente através do e-mail edital@institutorio.org.brNão serão atendidas consultas por telefone. 
Veja o Edital 2017 na íntegra, no site do Instituto Rio.
Participem! Divulgue! 



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Canal do youtube de associação de pessoas com deficiência é veiculo de solidariedade

O canal da associação objetivo de deficiente no youtube promove campanhas de ajuda para pessoas com necessidades especiais carentes de todo Brasil. Desde de outubro o canal soumaisobjetivo, administrado pelo jornalista Fabio Fernandes, veicula vídeos que buscam ser elo entre as necessidades de pessoas com deficiências e as pessoas que possam ajudar. Eva do Patrocínio, que tem paralisia cerebral e mora no interior da Bahia foi a primeira historia relatada em vídeo, pelo canal.
‘Ao tomar conhecimento da realidade da jovem Eva percebi que nossa entidade poderia fazer algo de mais concreto para tentar promover uma melhor qualidade de vida para Eva e outras pessoas que necessitam, foi daí que decidimos fazer do nosso canal do youtube um veiculo de solidariedade. ‘  Diz Fabio.
Todo processo de edição dos vídeos e de apuração das historias é feito pelo próprio jornalista, já para fazer a narração das historias Fabio necessita de ajuda já que ele não tem a oralidade, devido à paralisia cerebral. ‘Cada historia que nos chega é uma oportunidade de enriquecimento, de sentimentos. Ao realizar esse trabalho me sinto realizando meu dever jornalístico de levar ao publico as necessidades e sobretudo as historias de vida  dessas pessoas e suas famílias.’ Destaca o jornalista.
Outra historia que passou pelo canal soumaisobjetivo foi a de  Thaiane Ketle. A jovem que tem síndrome de rett e  mora com a família , em Cuiba, teve o fornecimento de fraldas geriátrica interrompida, ao completa 18 anos, por uma questão burocrática. ‘Ao tomar conhecimento da Historia da Thaiane através da mãe da jovem, dona Ivonete  Santos confiou no nosso trabalho e pelo visto tem deu certo.‘ conclui ele.
Conheça o trabalho da objetivo

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Instituto Rio realizará edital para 2017!

A diretoria do Instituto Rio anunciou que o edital para apoio a projetos de 2017 contemplará 12 instituições/grupos com o valor anual de R$ 24.000,00 para cada projeto selecionado. O edital deverá ser divulgado até o dia 15 de dezembro contendo todas as condições, prazos e instruções para o envio dos projetos. Acompanhe as publicações e informes! 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Carta de despedida - Graciela Hopstein


Esta carta tem a finalidade de agradecer ao Instituto Rio, à rede de coletivos e organizações da sociedade civil da Zona Oeste e aos parceir@s nacionais e internacionais pela oportunidade de estar a frente de uma fundação comunitária que faz um trabalho tão significativo e relevante na área de filantropia de justiça social, e comprometida com o desenvolvimento social de um território muitas vezes desvalorizado e estigmatizado, mas que certamente é um importante laboratório de experiências socioculturais, com grande potencial de inovação. 

Efetivamente foram muitas as conquistas alcançadas ao longo de todos estes anos. Gostaria de destacar aqui a reformulação do programa de apoio e o trabalho de reposicionamento do Instituto Rio na Zona Oeste, processo que implicou a criação de parcerias estratégicas com uma diversidade significativa de atores, tanto no âmbito local, nacional e internacional (principalmente através da participação em redes) e uma importante visibilidade da sua atuação. 
A Universidade Comunitária da Zona Oeste, criada no ano de 2014, é certamente uma iniciativa muito significativa para a instituição, não apenas porque na atualidade tem uma grande visibilidade e reconhecimento em diversos âmbitos (nacionais e internacionais), mas principalmente porque contribuiu com o crescimento e o fortalecimento da rede de organizações e grupos da sociedade civil da Zona Oeste (que hoje conta com mais de 250 entidades). Através desta iniciativa conseguimos instalar dinâmicas voltadas para o fortalecimento do capital social do território, através da promoção de processos efetivos de acesso aos direitos, da construção de espaços de formação permanente, do trabalho cooperativo e da produção de conhecimentos a partir da troca de experiências e saberes de forma horizontal e colaborativa.
A reformulação do programa de apoio implicou também a inclusão de novas linhas de ação, como a criação do Prêmio Geraldo Jordão Pereira (nas duas edições 2013 e 2015) que teve a finalidade de homenagear uma pessoa que foi tão importante para o Instituto Rio. Ainda guardo na memória o evento da entrega do Prêmio de 2015, realizado na Biblioteca Parque do Estado, porque acredito que foi um marco importante para a instituição já que conseguimos levar a Zona Oeste para o “Centro”, prestigiando e dando visibilidade às iniciativas sociais que muitas vezes não são suficientemente valorizadas no âmbito local (cidade do Rio) ou inclusive, esquecidas. 
De fato, o foco na seleção de projetos com ênfase no acesso aos direitos e na transformação social foi uma grande mudança para o programa de apoio - que sem dúvida constitui uma área estratégica do Instituto Rio - e é uma referência para diversos parceiros. De fato, é possível afirmar que existem poucas fundações comunitárias que destinam 50% dos recursos orçamentários à doação, especialmente focados para o fortalecimento de iniciativas da sociedade civil, para apoio a projetos nas áreas de direitos humanos e da justiça social. 
A gestão administrativa e financeira realizada nos últimos anos foi também um trabalho que merece ser destacado já que implicou um compromisso com uma administração responsável e transparente. O trabalho na área de comunicação foi sem dúvida relevante porque além de ter produzido diversos vídeos, materiais institucionais e relatórios de gestão (2012-2014 e 2015) criamos uma série de estratégias e plataformas para nos comunicar com a rede territorial e os parceiros de forma permanente, procurando divulgar as atividades realizadas e os conhecimentos produzidos. 
Acredito que também merecem destaque as contribuições realizadas na governança do Instituto Rio já que ao longo destes anos incluímos novos membros - tanto na assembleia de sócios como no conselho de administração - com diversas experiências na área social e cultural, mas também representantes de organizações de base comunitária da Zona Oeste.
No mês de setembro de 2016 lançamos a Carta de Juventudes da Zona Oeste, um evento significativo no contexto da Universidade Comunitária porque implicou a condução de um processo participativo e a produção de um documento de referência para a região, especialmente para os/as jovens que lutam pelo reconhecimento dos seus direitos e das suas identidades. 
Finalmente, gostaria de destacar aqui a importância de poder dar continuidade ao trabalho realizado em todos estes anos, especialmente junto às organizações e grupos da sociedade civil da Zona Oeste. Certamente caberá ao Instituto Rio tomar as decisões relativas aos rumos da instituição, mas ressalto novamente que é fundamental continuar apoiando a Rede da Universidade Comunitária, trilhando novos caminhos que apontem  para o seu crescimento e fortalecimento.
Obrigada mais uma vez pela oportunidade de ter ficado à frente desta instituição.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Matéria Especial: Habitat III - Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável


Habitat III - Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável

Por Mauro Pereira, do Defensores do Planeta





“HABITAT III” é a terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável que irá acontecer em 2016. Isso foi decidido na Resolução 66/xx da Assembléia Geral. Resolução 67/216 decidiu sobre as modalidades, atividades preparatórias e formato da conferência.
Será a primeira das conferências globais após a Agenda de Desenvolvimento 2015. É uma oportunidade para debater e projetar novos caminhos para responder aos desafios da urbanização e as oportunidades que isso oferece para a implementação de objetivos de desenvolvimento sustentável. A conferência promete ser única no sentido de trazer diferentes atores urbanos tais como governos, autoridades locais, sociedade civil, setor privado, instituições acadêmicas e todos os grupos relevantes para revisar as políticas urbanas e de moradia que afetam o futuro das cidades dentro de uma arquitetura de governança internacional, focando na criação da “Nova Agenda Urbana” para o Século XXI que reconheça as mudanças constantes na dinâmica da civilização humana.
APÓS 40 ANOS...
A Assembleia Geral das Nações Unidas convocou a Conferência HABITAT I em Vancouver em 1976, quando os governos começaram a reconhecer a necessidade de assentamentos humanos sustentáveis e as consequências da rápida urbanização, especialmente nos países em desenvolvimento. Naquela época, urbanização e seus impactos não era nem meramente considerados pela comunidade internacional, mas o mundo estava começando a testemunhar a maior e a mais rápida migração de pessoas para as cidades da história, bem como a ascensão da população urbana através do crescimento natural resultante dos avanços da medicina.

Os compromissos de Vancouver foram confirmados 20 anos depois na conferência HABITAT II em Istambul. Líderes mundiais adotaram a Agenda HABITAT II como um Plano de Ação Global para Abrigos Adequados para Todos, com a noção de assentamentos humanos sustentáveis, levando desenvolvimento em um mundo urbanizado.

Quarenta anos depois, há consenso de que as estruturas das cidades, formas e funcionalidades precisam ser transformadas na mesma medida em que a sociedade se transforma. O legado da cidade do século XX, em termos de padrões espaciais, é de que ela cresça além de suas fronteiras para cidades satélites ou dormitórios e subúrbios. A cidade tem se desenvolvido para além de suas áreas peri-urbanas, muitas vezes por conta de fatores tais como seu fraco planejamento urbano, pobre gerenciamento urbano, crises de regulação fundiária e especulação imobiliária. Em 2010, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN-HABITAT) reportou que mais de 827 milhões de pessoas estavam vivendo em condições semelhantes as favelas.

É de conhecimento comum que a favela e assentamentos urbanos informais são espontâneas formas de urbanização, consistindo em uma série de estratégias de sobrevivência praticadas pelos mais pobres, muitas vezes nascidos na pobreza e na exclusão.
PENSE...E AJA...URBANAMENTE
Por toda a história moderna, urbanização tem sido grande impulsionador do desenvolvimento e de redução da pobreza. Governos podem responder a essa oportunidade-chave de desenvolvimento por meio de HABITAT III promovendo um novo modelo de desenvolvimento urbano que possa integrar todas as facetas do desenvolvimento sustentável para promover equidade, bem-estar e prosperidade compartilhada.
É tempo de pensar urbanamente: como mobilizar a comunidade global e focar todos os níveis de assentamentos humanos, incluindo pequenas comunidades rurais, vilas, pequenas cidades, cidades de porte médio e metrópoles por crescimento econômico e demográfico. HABITAT III pode ajudar a sistematizar o alinhamento entre as cidades e os objetivos dos planejamentos nacionais em seus papeis de fomentadores do desenvolvimento social e econômico nacional.


A Defensores do planeta participará em outubro de 2016 da Conferência Habitat 3, iremos entregar um relatório a ONU mostrando  a falta de planejamento urbano da Zona oeste do Rio de janeiro, o relatório na verdade é uma junção do documento oficial da cúpula dos povos da zona oeste na Rio+20, evento que foi feito pela defensores do planeta e o comitê gestor de desenvolvimento local ( Campo Grande ) que reuniu 700 pessoas na lona cultural de Campo Grande em 2012 para discutir os problemas socioambientais da zona oeste do rio de janeiro, este documento foi entregue pela defensores do planeta dentro da conferência Rio+ 20 , o documento da pré- conferência de meio ambiente da zona oeste e vários relatos de moradores locais e agora será parte do relatório “Rio – Oeste + desenvolvimento socioambiental ”.
O relatório faz críticas a falta de saneamento básico em toda zona oeste, da falta de planejamento urbano e participativo nos PEUs, na deficiência da mobilidade urbana, crescimento desordenado, falta de áreas de lazer e cultura, na deficiência em saúde pública, abandono dos parques ecológicos, poluição da baía de Sepetiba, contaminação de rios, do ar e alterações climáticas pela indústria TKCSA, da falta de respeito e invisibilidade a agricultura familiar no Rio, e ainda faremos uma palestra na cúpula popular, mostrando o projeto sementes do Mendanha, projeto apoiado pelo instituto Rio, como forma de fortalecer a agricultura familiar da zona oeste, e entregaremos a carta da juventude da zona oeste construída em evento promovido pelo instituto Rio.

 Nossa participação se dará em diversos eventos, seja em encontros com ongs da América do Sul, na cúpula dos povos, fórum popular de Quito, palestras em escolas e debates sobre desenvolvimento urbano sustentável no encontro da sociedade civil e dentro da conferência.


Mauro Pereira biólogo formado pela UFRRJ e mestre em toxicologia pela Université Paris Diderot-Paris 7