segunda-feira, 30 de março de 2015

A Web Rádio CDD no encontro da Universidade Comunitária da Zona Oeste

A Voz da Rede, projeto desenvolvido pela ASVI CDD - Associação Semente da Vida que estará sendo apoiado em 2015 pela Universidade Comunitária da Zona Oeste fez o seu primeiro programa no encontro das instituições que serão apoiadas em 2015 pelo Instituto Rio.

Escute a seguir:

sexta-feira, 27 de março de 2015

Como contribuir e de que forma a Universidade Comunitária poderia colaborar com a rede das organizações da sociedade civil da Zona Oeste?



Nos dias 17, 18 e 19 de março, no encontro de formação de parceiros organizado pelo Instituto Rio, foram discutidos aspectos não só do apoio, mas principalmente, sobre o que é fazer parte de uma rede, como uma rede se articula, como essa rede se comunica internamente e externamente, entre outros temas. A partir das opiniões emitidas pelos participantes, saltou aos olhos o fato de que a maioria  pontuou que a grande contribuição da Universidade Comunitária da Zona Oeste para as organizações e grupos apoiados que integram a rede seria visibilidade. Mas será que o fato de fazer parte de uma rede, de uma rede de redes, como é a UCZO, traria mesmo como contribuição para as organizações somente este aspecto tão generalizado da visibilidade?
Além do consenso sobre a possibilidade de maior visibilidade que uma rede pode proporcionar à todos os envolvidos, houve o entendimento  compartilhado de que estar ativamente em uma rede tão heterogênea, dentro de um mesmo território, pode trazer contribuições bem mais práticas e aprofundadas para os projetos e para as organizações/grupos que a integram.
O Instituto Rio ouviu, registrou e agora compartilha as opiniões dos membros da rede sobre as contribuições que poderiam ser oferecidas e de que forma a Universidade Comunitária poderia colaborar com o trabalho de cada organização nas diversas localidades e áreas de atuação na Zona Oeste. Confiram!
Poesia de Esquina – O projeto Poesia de Esquina nas Escolas poderá oferecer as atividades realizadas nas escolas para outros polos da UCZO, envolvendo as três áreas de trabalho: poesia, hip hop e audiovisual.
O Poesia de Esquina espera trocar experiências com as demais organizações nas áreas de captação e gestão de recursos.
ASVI CDD – Através do projeto A voz da Rede, de desenvolvimento de uma web radio, esta instituição contribuirá com a UCZO disponibilizando espaços específicos na programação da web radio para os outros projetos desenvolvidos pelos diversos polos  da UCZO. Além disso, poderá oferecer uma oficina para a criação de web rádios para as demais instituições que fazem parte da UCZO.

Oficina de Criação Artística – Esta instituição se disponibiliza a ajudar as organizações que receberam o apoio do Instituto Rio pela primeira vez neste ano de 2015, já que a OCA tem a experiência de apoio em anos anteriores. Além disso, está aberta para compartilhar com todos os polos da UCZO a metodologia de criação coletiva de atividades desenvolvida ao longo de anos por profissionais desta organização. Uma terceira contribuição são apresentações teatrais que poderão ser realizadas em diferentes espaços que atendem as atividades de outros polos da UCZO. Como desafio que esperam colaboração de outras instituições, parte da UCZO, é a dificuldade de lidar com o público-alvo do projeto: ex-moradores de rua e/ou dependentes químicos.

Grupo Cultural Vozes da África – Uma das contribuições planejadas para as organizações que fazem parte da UCZO, são vagas disponibilizadas para jovens participantes de outros projetos nas oficinas de pesquisa, roteiro, câmera, direção e produção cinematográfica,  parte do projeto Cine Rua Paciência Cultural. Outra proposta é a produção de vídeos institucionais para outras organizações da UCZO e o compartilhamento da expertise dos gestores do Grupo Cultural Vozes da África em produção cultural e elaboração de projetos culturais.

Rede Cidade de Deus de Economia Solidária – Uma importante contribuição desta organização para a UCZO é sua expertise em gestão administrativa, uma vez que coordenam uma rede de artesãs. Esta organização espera aprender com os demais polos da UCZO, como criar sua identidade visual e logo da instituição.

Casa da Rua do Amor – Esta organização planeja contribuir com vagas para participantes de outras instituições, parte da UCZO, nas suas atividades. Além de compartilhar sua metodologia que envolve arte lúdica, de forma a ser replicada em outros projetos de instituições parceiras. A Casa da Rua do Amor espera construir coletivamente com os demais polos da UCZO um banco de tecnologias sociais, a partir das práticas e experiências de cada organização.

ACUCA – Esta organização planeja oferecer 3 turmas, de até 20 alunos cada,  para participar do projeto Guias da Natureza, vertente Pau da Fome e Vargem Grande, que acontece do Parque Estadual da Pedra Branca. Este projeto envolve aulas teóricas, com uma abordagem histórica, e práticas.

Centro Cultural a História que eu Conto – Esta organização contribuirá com a UCZO compartilhando a metodologia Arte de Viver em Paz, aprendida ao longo do projeto realizado em 2014. Além disso, poderão contribuir com as demais instituições as habilidades dos gestores em elaboração e gestão de projetos. O CCHC espera aprender e trocar experiências com as organizações que desenvolvem trabalhos voltados para os temas de gênero, etnia, sexualidade, entre outros temas que ainda não foram explorados de forma sistemática e profunda nos projetos desenvolvidos por este polo da UCZO.
Instituto Santa Cruz de Esportes – uma vez ao ano, o ISCE promove um evento focado em Esporte e Saúde, chamado “Dia do Esporte”. Neste ano de 2015, o ISCE abrirá as portas para que todos os polos da UCZO possam participar ativamente deste evento.
Para o ISCE, a UCZO poderá contribuir para a expansão das ações que eles promovem para outras áreas da Zona Oeste.
Instituto Projetar Brasil– O projeto apoiado foi idealizado para trabalhar em rede com diversas instituições. Sendo assim, além de compartilhar as práticas de trabalho em rede, a metodologia aplicada no projeto também poderá ser difundida e utilizada por outras organizações e territórios.
O Projetar Brasil espera ampliar ainda mais sua rede através da UCZO, dando mais visibilidade ao trabalho desempenhado pelo Instituto.
Bumba meu boi Raízes de Gericinó – O projeto focado na cultura popular maranhense, desenvolve diversas habilidades como artesanato, costura e coreografia. Sendo assim, o Raízes de Gericinó poderá contribuir com outros projetos que desenvolvem atividades artesanais, compartilhando sua expertise. Esta organização têm como desafio - e espera trocar experiências com os demais polos da UCZO – temas voltados às questões de intolerância religiosa. Realidade muito presente no território em que atuam.
Mulheres de Pedra – Esta organização realiza dois eventos ao longo do ano: em Julho,  realizam o VIVAS – Visibilidade e Vivências de Mulheres Negras; e o Festival da Primavera, realizado em Setembro. Em ambos os eventos, esta organização pretende oferecer espaços de trocas e vivências entre as organizações que fazem parte da UCZO.
Coletivo Cultural Caminho das Pedras – Com expertise no mundo audiovisual, esta organização se disponibiliza a trocar experiências técnicas e práticas nas linguagens de radio, cinema e TV com as demais organizações.
Mulheres que tecem a rede – Como contribuição para a UCZO, podem disponibilizar mão de obra voluntária em artesanato e costura. Esta organização espera trocar experiências e aprender mais sobre gestão administrativa.

IEVA – Como parte da rede de parceiros, esta instituição oferece sua contribuição em assessoria técnica e jurídica na área  socioambiental.

A Universidade Comunitária é um trabalho em construção coletiva constante, assim como uma rede para ser dinâmica precisa estar sempre se renovando e se repensando.


Sendo assim, o Instituto Rio continua querendo ouvir a opinião dos parceiros não só sobre os pontos colocados neste texto, mas também convida a todos para continuarem enviando suas sugestões de contribuições, mantendo essa troca de experiências viva dentro da nossa rede.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Instituto Rio participa do 4o Fórum | Rio – Ideias para a Cidade Metropolitana

No dia 21 de março, o Instituto Rio participou do 4o Fórum Rio, em Senador Camará, promovido pela Casa Fluminense (http://casafluminense.org.br), organização parceira da Universidade Comunitária da Zona Oeste. O encontro teve a finalidade de discutir temas de interesse não só da região metropolitana do Rio de Janeiro, mas principalmente questões relevantes para a Zona Oeste da cidade. Além dos debates que aconteceram na parte da manhã, outro objetivo do Fórum foi realizar a entrega da AgendaRio 2017 (http://casafluminense.org.br/agenda-rio-2017/) para a prefeitura do Rio de Janeiro, representada pelo Secretário-executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho Teixeira.

Foram cinco debates simultâneos sobre os seguintes temas: O direito à segurança pública na Zona Oeste; Plano de mobilidade urbana sustentável; Movimento das águas – como entender e enfrentar a crise hídrica a partir do território?; Juventude – protagonismo e políticas públicas; e Cultura e Jogos Olímpicos – o legado para a metrópole.

Com o interesse de entender como está sendo pensado o legado dos Jogos Olímpicos na esfera cultural para a Zona Oeste, o Instituto Rio marcou presença neste debate ressaltando a importância da valorização e participação das organizações de base comunitária do território tanto no planejamento quanto na execução propriamente dita das atividades culturais durante o evento Olímpico. Outra proposta colocada pelo Coordenador do Instituto Santa Cruz de Esportes, Leonardo de Souza, organização apoiada em 2015 pelo Instituto Rio, foi a necessidade de revitalização de espaços para atividades culturais e esportivas nesta região.

Uma grande proposta discutida pelos integrantes do debate, que contou com a participação do Ministério da Cultura, Secretaria Municipal de Cultura através do Eixo Rio, Movimento Desabafo Urbano de Vila Kenedy e organizadores da FLUPP, foi a elaboração de um Circuito Cultural da Zona Oeste.

Durante o debate, ficou claro a necessidade de espaços de articulação e interação entre as diversas organizações da Zona Oeste e o poder público, dando a oportunidade para que o Instituto Rio apresentasse para todos os participantes a Universidade Comunitária da Zona Oeste (http://institutorio.org.br/universidade_comunitaria) como um dos espaços já existentes de integração.


Vamos acompanhar os desdobramentos dessa manhã de discussões tão importantes para a valorização e desenvolvimento social e cultural da Zona Oeste como legado dos Jogos Olímpicos de 2016.

quinta-feira, 5 de março de 2015



Cidadania em Rede


Entre os dias 17 e 19 de março, o Instituto Rio irá realizar uma atividade de formação com os 12 projetos aprovados na Seleção Anual de Projetos de 2015 que tem como objetivo fomentar, fortalecer e articular iniciativas que promovam o desenvolvimento comunitário da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O processo seletivo, que contou com a participação de 58 inscritos, tem a finalidade de apoiar pequenas e médias organizações e grupos da sociedade civil a executar projetos e iniciativas que promovam o desenvolvimento social do Território. Além de descobrir e despertar vocações locais, desenvolver potencialidades específicas e fomentar o intercâmbio, a criação de parcerias e redes formais e informais com entidades do setor público, da sociedade civil e da iniciativa privada.
O diferencial do edital deste ano é que as iniciativas que foram selecionadas estão integradas à Universidade Comunitária da Zona Oeste, que consiste em um guarda-chuva de iniciativas, uma rede de redes coordenada pelo Instituto Rio, integrada pela Rede de Parceiros – instituições do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada que atuam na região da zona oeste.
Os projetos contemplados pelo edital receberam uma quantia no valor de R$ 20 mil para desenvolverem ações voltadas para cultura, comunicação alternativa, meio ambiente, gênero, raça, entre outros. O que todos os projetos tinham em comum era o desejo de transformar a realidade onde vivem, com trabalho, formação educativa e transformação social.
Abaixo está uma lista dos 12 aprovados e um pequeno resumo de suas atividades e ações:

1. Associação Cultural do Camorim/ACUCA: Desenvolvimento socioambiental, cultura afrobrasileira e geração de trabalho e renda. 
2. Associação Raízes de Gericinó: Cultura popular, educação, cidadania, turismo comunitário.
3. Associação Semente da Vida da Cidade de Deus: Cultura, cidadania, comunicação comunitária e inclusão digital.
4. Centro Cultural a Historia que eu Conto/ CCHC: Arte, cultura e direitos humanos.
5. Cooperativa de Dinamizadores de Arte e Cultura do Estado do Rio de Janeiro/Casa da Rua do Amor: Economia criativa e solidária, geração de trabalho e renda, cultura e desenvolvimento comunitário.
6. Grupo Cultural Vozes da África: Arte, cultura afro-brasileira e audiovisual.
7. Instituto Projetar Brasil: Direitos sexuais e reprodutivos, saúde e educação.
8. Instituto Santa Cruz de Esportes: Cultura, esporte, lazer e cidadania.
9. Mulheres de Pedra: Economia solidária, geração de trabalho e renda, educação.
10. Oficina de Criação e Capacitação Artística – OCCA: Cultura, artes cênicas e cidadania.
11. Poesia de Esquina: Cultura, literatura, educação, hip hop e audiovisual.
12. Rede Cidade de Deus de Economia Solidária: Arte e cultura.



Para saber mais sobre esta e outras histórias, clique aqui!

terça-feira, 3 de março de 2015



Graciela Hopstein: Um olhar social na efeméride

Precisamos inserir nesta festa um olhar social inclusivo, que garanta uma participação realmente diversificada, multiplica e agregadora

Fonte original: Jornal O DIA
Rio - A celebração dos 450 anos do Rio de Janeiro deve retratar os vários olhares e as transformações que constroem essa cidade.

Garantir um cenário novo para a cidade também passa por atuar com foco no empoderamento das comunidades locais, na mobilização e articulação de atores estratégicos presentes no território, na articulação de parcerias e redes colaborativas e na qualificação da atuação de lideranças, organizações sociais e coletivos de base comunitária.

Comemorar esse aniversário representa ainda fomentar, fortalecer e articular iniciativas que promovam o desenvolvimento comunitário de todas as regiões do Rio de Janeiro e, principalmente, da Zona Oeste — região historicamente esquecida pelas políticas públicas e carente de oportunidades.

Um exemplo viável de ação transformadora é o trabalho desenvolvido por nós do Instituto Rio — uma fundação comunitária que apoia projetos de pequenas e médias organizações e coletivos da sociedade civil e contribui com a formação permanente de lideranças locais.

Trabalhar no empoderamento de comunidades implica dar a possibilidade de acesso à arte, cultura, cidadania, empreendedorismo, educação, saúde para os moradores da região. É o começo do fim de um ciclo de carências e de injustiças.

É preciso ainda promover a construção de outros espaços públicos abertos e democráticos de acesso e produção de conhecimentos orientados para dinamizar o processo de desenvolvimento comunitário com caráter permanente.

Nossa recém-lançada Universidade Comunitária da Zona Oeste é um modelo de guarda-chuva de iniciativas, uma rede de redes orientada a fomentar o intercâmbio, a troca de experiências, o trabalho compartilhado e a criação de parcerias com diversos atores do setor público, privado e da sociedade civil.É a comunidade se ajudando a crescer e se desenvolver.

Existem várias maneiras de celebrar 450 anos de uma cidade vista como maravilhosa. Porém, precisamos inserir nesta festa um olhar social inclusivo, que garanta uma participação realmente diversificada, multiplica e agregadora.

Afinal, todos os aqui vivem — da Zona Oeste à Zona Sul, são agentes de transformação e responsáveis pela cidade que queremos e estamos construindo com novas práticas e empoderamento comunitário.
Graciela Hopstein é diretora-executiva do Instituto Rio